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Índio Cibernético, de 2011, segue bem escrito em 2026



Don de la Luz se mostra um pensador muito espinoziano

Índio Cibernético completa 15 anos de lançamento em 2026, e uns 50 da 1ª ‘construção’. O livro espinoziano de uma vida vem sem ler ou conhecer nada do pensador holandês falante do português. E um escrito divino e sacana traz dicotomia chocante, certa e eterna. Está bem escrito ou não está, diz Oscar Wilde, autor do mágico O Retrato de Dorian Gray. Em um dos passeios ao Peru, e com a baixinha Liz por perto, o filósofo relê os livros mais antigos e os considera muito bem escritos, em especial, o único de filosofia.

O estilo das palavras escritas de Luz remete ao genial Voltaire para Georges Bourdoukan, escritor do magnífico romance A Incrível e Fascinante História do Capitão MouroGB lê o IC. E Luz demora muitos anos para encontrar, comprar e ler algo que os fascistas irracionais e loucos não vão entender e apreciar. E o ‘elogio impensável’ ganha nova dimensão em 2016. “Não é um Zé Mané que comenta. É simplesmente o incrível e fascinante GB.” Eles se conhecem na Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo.

E não pode haver nada mais espinoziano do que a frase de apoio no material de divulgação da obra: O RESPEITO A SI, AO OUTRO E À NATUREZA. A narrativa confessional e reflexiva aborda quase tudo do viver: as drogas, o ser, o social, os amores, as ilusões, o fim e o princípio. A racionalidade espinoziana vem de Descartes e acha um solo fértil na mente do surfista maconheiro e abstêmio. E, pela primeira vez, inventa um pseudônimo bem mais espinoziano do que a obra filosófica. O Filósofo do Mar assina com Dom de la Luz.

NARRATIVA SUI GENERIS

Um professor de filosofia da UPF não sabe como caracterizar o texto e o classifica apenas como muito sui generis. Os leitores de Índio Cibernético são bem raros e alguns deles são incapazes de entender bem pouco de quase nada. A obra de Dom de la Luz lembra frase da Ética sobre a conquista do filósofo brasileiro com o pseudônimo espinoziano. “Tudo o que é SUPREMO é tão difícil quanto raro.” Os livros de Luz não são indicados aos tolos. E, assim, todos os amantes do fascismo não entenderão nada.

Tudo o que é comum é tão simples quanto raso. Os amantes fiéis da Tolice, da Ignorância e da Superstição, dificilmente, vão poder disfrutar da alegria de tudo que é excelso, difícil e raro. Os infelizes não sabem nada de nada, e pior, não querem entender nada. E o amor à TIS basta para a mente sem pensar algum. A verdade falsa da TIS inventa as ficções mais infantis e loucas. Dom de la Luz segue a trilha de Spinoza e Descartes, sem ler esses caras. A luz da Verdade, da Inteligência e da Sabedoria ilumina seres ‘raros’.

DEUS SIVE NATURA

Dom de la Luz nunca crê no deus antropocêntrico e impossível de existir das religiões tradicionais. E o jovem drogadito cria canção bem spinoziana “Acredite em Você”, com melodia e versos. E não conhecia nada do Bento de Spinoza em 1975. As leituras, o pensar e os textos iniciam por volta dos 15 anos, e a 1ª edição impressa só sai em 2011 – aos 51 anos do surfista incansável e ‘jovem’ por dentro. Há muita filosofia pura e louca. Índio Cibernético se escreve ao longo de uma vida. E o Deus Sive Natura se ‘produz’ por si mesmo.

A IDEOLOGIA DOS TOLOS versus A IDEOLOGIA DOS GÊNIOS

A VIS sempre gera conflitos ideológicos com a TIS. As duas são tão incompatíveis como o escrever bem e o escrever mal. Como a mente autista de um filho e a neurotípica de um pai… O sucesso e a venda de milhares de livros com a VIS do IC são milagres muito impossíveis. O Genial ‘autor’ da TIS, o Pablo Marçal, esse sim alcança milhares de vendas. Sempre há muito mais idiotas do que filósofos no mundo. Os tolos amam receitas prontas para não ter de pensar nada por si mesmo nunca. Luz ‘flutua’ só e na luz.

A construção de si e do ser passa por ler e entender um pouco de Spinoza, ainda não lido e que ‘aparece’ muito no único livro de filosofia que escreve. E, para isso, há o pensar em si, o se libertar da servidão das drogas e da servidão da Tolice, da Ignorância e da Superstição – a TIS exterior. Há bem poucos livros físicos, caso exista um filósofo curioso em ler o pensar de Dom de la Luz antes de conhecer e amar o cara que explica tudo do viver interior e tudo do mundo exterior: o gênio infinito de Benedictus de Espinoza.

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